sexta-feira, 22 de junho de 2018

Suíça realiza a primeira virada da Copa 2018

Shakiri (sem camisa) marcou gol da vitória da Suíça (Divulgação FIFA)

      Depois de um primeiro tempo de domínio da Sérvia, a Suíça pôs os nervos no lugar e venceu, de virada, na segunda rodada do Grupo E da Copa. De quebra a seleção dos alpes europeus protagonizou a primeira virada do mundial.
      Logo aos quatro minutos os sérvios abriram o placar. Tadic cruzou para a área e Mitrovic (Serbia) de cabeça, no meio da área, cabeceou no ângulo de Sommer, abrindo o placar. Mitrovic ainda perderia uma boa oportunidade aos 22 minutos. Tadic, aos 37 minutos, e Matic, aos 44, ainda desperdiçaram boas chances.
       No segundo tempo, a Suíça equilibrou o jogo. E empatou num contra-ataque fulminante aos seis minutos. Após uma tentativa de chute de Shakiri, a bola sobrou para Xhaka fora da área. O meia do Arsenal (Inglaterra) bateu forte, no canto do bom goleiro Stojkovic. O gol empurrou ainda mais os suíços, enquanto a Sérvia parecia com sinais de cansaço. Aos 12, Shakiri acertou a trave, após jogada individual. 
      A entrada de Embolo deu novo ânimo ao ataque suíço, que cercava, mas pecava na hora do último arremate. E, mais uma vez em contra-ataque, os alpinos definiram a partida. Aos 44 minutos, Xhaka lançou Shakiri, que partiu da intermediária suíça. O atacante avançou e tocou na saída de Stojkovic para definir o placar. 
      Na próxima rodada, dia 27, o Brasil pega a Sérvia e precisa de um empate para se classificar. A mesma coisa acontece com a Suíça, que enfrenta a Costa Rica. 

SÉRVIA: Stojkovic; Ivanovic, Milenkovic, Tosic e Kolarov; Milivojevic (Radonjic), Matic, Kostic (Ljajic), Milinkovic-Savic e Tadic; Mitrovic. Técnico: Mladen Krstajic

SUÍÇA: Sommer; Lichtsteiner, Schar, Akanji e Rodríguez; Behrami, Xhaka, Shaqiri, Dzemaili (Embolo) e Zuber (Drmic); Seferovic (Gavranovic). Técnico: Vladimir Petkovic

Árbitro: Féliz Brych, auxiliado por Mark Borsch e Stefan Lupp (todos alemães).

Musa da Nigéria decide e Argentina respira com aparelhos

Musa derreteu a defesa islandesa ao marcar dois gols (Divulgação FIFA)

      Em um jogo com dois tempos completamente distintos, Nigéria e Islândia realizaram uma boa partida nesta sexta-feira pela Copa do Mundo. Se na primeira etapa os islandeses dominaram territorialmente e ocuparam bons espaços - chance, mesmo, só no fim da primeira etapa - no segundo período os nigerianos simplesmente amassaram os nórdicos. O destaque foi Musa (não, ele não é bonito nem é parente do Edgar Muza), autor dos dois gols nigerianos.
      Os islandeses até criaram boas chances no primeiro tempo. Sigurdsson era o mais perigoso. Numa das chances, o atacante islandês cobrou bem uma falta obrigando Uzoho a espalmar. Bjarnason e Saevarsson também tiveram chances (numa delas, Saevarsson errou em bola na pequena área). 
       Em toda a primeira etapa os nigerianos não deram um mísero chute ao gol de Halldorsson. Mas no segundo tempo, não pararam de atacar. Ndidi, com menos de um minuto, já arriscou a gol. Aos três, em contra-ataque puxado por Moses, Muza recebeu cruzamento e em um voleio marcou um belo gol, abrindo o placar.
      Geralmente, nesse tipo de jogo, quem abre o marcador se fecha e joga no contra-ataque. Com a Nigéria foi diferente. Os africanos seguiram martelando. Ndidi arriscou de longe aos 11 minutos, a bola desviou na zaga e Halldorsson defendeu com dificuldade. Pouco tempo depois, Moses chutou por cima. 
      O golpe de misericórdia veio aos 29 minutos, quando Musa recebeu a bola na esquerda, avançou em velocidade, driblou até o goleiro Halldorsson e, com calma, fez 2x0, tornando-se o maior artilheiro nigeriano em Copas, com quatro tentos. 
      As emoções não terminaram por aí. Aos 35 minutos, Finbogasson é tocado por Omeruo. O juiz manda seguir, mas o VAR entra em ação. Ao consultar o lance, o árbitro marca o pênalti. Só que Sigurdsson desloca Uzoho, mas manda a bola na arquibancada. A partir daí a Nigéria prende bola no ataque e consegue seus primeiros três pontos no mundial.
     A próxima rodada, dia 26, tem Islândia x Croácia e Nigéria x Argentina. A Croácia está classificada. Um empate praticamente classifica a Nigéria - já que a Islândia precisaria vencer a Croácia por dois gols de diferença. Os islandeses precisam vencer a Croácia e torcer para o empate - além de tirar o saldo negativo de dois. Ou ainda por uma vitória da Argentina, desde que vençam a Croácia pela mesma diferença de gols (o saldo islandês é -2 e dos argentinos -3). Os argentinos precisam vencer a Nigéria e torcer para a Islândia não vencer a Croácia - algo, diga-se de passagem, bem possível de ocorrer. 

NIGÉRIA: Francis Uzoho; Kenneth Omeruo, William Troost-Ekong, Leon Balogun e Brian Idowu (Tyronne Ebuehi); Onyinye Ndidi, Oghenekaro Etebo (Alex Iwobi) e John Obi Mikel; Ahmed Musa, Victor Moses e Kelechi Iheanacho (Odion Ighalo). Técnico: Rohr Gernot

ISLÂNDIA: Hannes Thor Halldorsson; Birkir Mar Saevarsson, Kari Arnason, Ragnar Sigurdsson  (Sverrir Ingi Ingason) e Hordur Bjorgvin Magnusson; Gislason, Aron Gunnarsson (Ari Freyr Skúlason), Jón Daði Bodvarsson (Björn Bergmann Sigurðarson) e Birkir Bjarnason; Gylfi Sigurdsson e Alfred Finnbogason. Técnico: Heimir Hallgrisson

Árbitro: Matthew Conger (Nova Zelândia), tendo como assistentes: Simon Lount (Nova Zelândia) e Tevita Makasini (Tonga).

No sufoco, na marra, merecido. E nós não somos a Argentina

Quem foi ver Neymar está vendo Coutinho na Copa (Divulgação FIFA)

      Vou começar por aqui: o Brasil jogou bem. Mereceu vencer. Dessa vez, Tite não fez alterações burocráticas e alterou a equipe em busca da vitória ao trocar um meia por um atacante e um volante por um centroavante. O esforço foi compensado. Com a vitória por 2x0 sobre a Costa Rica, a seleção avança na Copa. E se vencer a Sérvia no próximo dia 27 está classificada. E ponto. Não deu margem a fiascos. Os "hermanos" que nos desculpem, mas essa Copa quem cai de joelhos será a turma do outro lado do Rio da Prata.
      E falemos a verdade: o Brasil jogou melhor toda a partida. Com exceção de um lance aos seis minutos, quando Guzmán entrou sozinho na área e concluiu por cima do gol de Álisson, o Brasil dominou. Criou chances, embora o único chute a gol, propriamente dito, saiu dos pés de Marcelo para uma defesa fácil de Navas. 
      No segundo tempo, a mudança foi radical. Se na etapa inicial o Brasil parecia deitado eternamente em berço esplêndido, tocando a bola até esperar a hora de o gol sair (mesmo sem chutar à meta costarriquenha), agora o Brasil amassava. Philipe Coutinho bateu forte, aos quatro minutos e Gamboa salvou quase em cima da linha - Navas já estava batido. Dois minutos depois, Gabriel Jesus cabeceou no travessão. Aos 10, Neymar concluiu para uma grande defesa de Navas. Aos 12, Coutinho chutou, após receber de Paulinho, e Navas pegou mais uma vez.
     O volume de jogo melhorava. Mas a conclusão não era boa e o nervosismo começou a aflorar, com Neymar irritado e até o calmo Philipe Coutinho também. Neymar chutava, Coutinho chutava, Douglas Costa (que entrou bem na partida, no lugar do apático William) também. E a zaga costarriquenha afastava ou Navas defendia.
     E o jogo foi passando. Tite colocou Firmino no lugar de Paulinho para tentar o abafa. E o atacante do Liverpool cumpriu bem o papel, prendendo os zagueiros adversários, aumentando o espaço para Coutinho, Neymar e Douglas Costa.  Ate que aos 34 minutos, Neymar recebe sozinho na área, tenta driblar o zagueiro e cai. O juiz marca pênalti. Os costarriquenhos reclamam e o sistema de árbitro de vídeo acusa: não foi o suficiente para desequilibrar Neymar. O árbitro consultou o VAR e voltou atrás, para desespero dos brasileiros.
      Sentindo que o gol poderia sair a qualquer momento, a Costa Rica começou a fazer cera, de lateral a queda de até dois atletas ao mesmo tempo. E isso irritou tanto os brasileiros que Neymar e Coutinho receberam cartões amarelos por reclamação. 
      Mesmo assim o Brasil seguia em cima. Até que aos 46, Marcelo mandou para a área. Firmino escorou, Gabriel Jesus tocou para o meio (de canela) e Coutinho entrou como um centroavante para colocar por baixo das pernas de Navas e fazer 1x0 - segundo gol do meia do Barcelona no Mundial. A emoção foi tão intensa que Tite saiu como um protótipo, correndo pelo gramado, esbarrou na comemoração do goleiro reserva Éderson e se estatelou no chão, mostrando os fundilhos para todo o planeta. 
      Cansada, a Costa Rica desandou. Firmino perdeu boa chance aos 49, ao chutar torto dentro da pequena área. E aos 51, em contra-ataque, o Brasil matou o jogo. Douglas Costa recebeu de Coutinho e na saída de Navas cruzou para Neymar empurrar para a rede. Com isso, o atacante do Paris Saint-Germain ultrapassou Romário na lista dos maiores artilheiros da Seleção.
      Fim de jogo. Enquanto as imagens da FIFA mostravam um garotinho sorrindo com uma chupeta na boca, Neymar sentou no meio do gramado e caiu em lágrimas. Era o choro do alívio, do descarrego, da responsabilidade cumprida. 
      E, dessa vez, o choro é justificado. Foi um sufoco. Mas o Brasil está mais vivo do que nunca na Rússia.


BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian (Douglas Costa), Paulinho (Firmino), Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Fernandinho).Técnico: Tite

COSTA RICA: Keylor Navas; Gamboa (Calvo), González, Acosta, Duarte e Oviedo; Venegas, Guzmán, Borges e Bryan Ruiz; Ureña (Bolaños). Técnico: Óscar Ramírez

Árbitro: Bjron Kuipers (HOL), auxiliado por Sander Van Roekel (HOL) e Erwin Zeinstra (HOL)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

O Dia do Fi...asco!

O desespero de Caballero, responsável direto pelo primeiro gol croata (Divulgação FIFA)

      Não há outro fato a comentar sobre o oitavo dia de Copa do Mundo que não seja o chocolate tomado pelos argentinos perante a Croácia. Mas vamos fazer o de sempre e relatar por aqui um resumão do que foram as partidas desta quinta-feira. Com um destaque: ainda não temos nenhum 0x0 - o que pode ocorrer amanhã.
     Dinamarca e Austrália fizeram um jogo corrido e interessante. Por incrível que pareça, com muitos chutes a gol - principalmente dos australianos. Se em futebol houvesse justiça, o time da terra dos cangurus mereceria vencer. A Dinamarca tem quatro pontos no grupo C, mas um futebol digno de não merecer ir ao mundial. Ericksen, mais uma vez, foi o nome dinamarquês. O meia do Tottenhamm da Inglaterra marcou o gol viking aos 10 minutos da primeira etapa. Pouco tempo depois a Austrália empatou, mais uma vez com o auxílio do árbitro de vídeo. Poulsen deu uma cortada dentro da grande área e só o árbitro não viu. Alertado pelo VAR, analisou o lance e marcou a infração - batida e convertida por Jedinak. 
      A curiosidade da partida: foi o segundo cartão amarelo de Poulsen por cometer um pênalti na Copa - o primeiro havia sido em Cueva, do Peru. Com isso, ele torna-se o primeiro jogador da história a ser suspenso em um mundial graças à tecnologia do árbitro de vídeo.
      Na outra partida, mais uma vez o Peru endurece a partida, joga bem, desperdiça chances... e perde. Didier Deschamps alterou o time francês - não apenas em nomes, dando oportunidade a Matuidi e Giroud, mas na parte tática. Os franceses tiveram objetividade e mesmo sem muita posse de bola perderam boas chances no primeiro tempo. Até que aos 34 minutos, Pogba roubou a bola de Guerrero e tocou para Giroud, que foi travado na hora do chute. Mas a bola sobrou para Mbappé, com o gol livre, tocar para as redes e fazer 1x0. 
      No segundo tempo, o Peru pressionou, mas sem conclusões. As melhores chances vinham por Cueva e Farfán, mas resultaram apenas em cruzamentos para a área francesa e chutes de longa distância para longe do gol. Cueva, cansado, acabou substituído - e aí o Peru murchou de vez. 
      Agora, a Dinamarca pega a França e a Austrália joga contra o Peru no dia 26. A França está classificada e a Dinamarca joga por um empate para ir às oitavas-de-final. A Austrália, para se classificar, precisa vencer e ainda fazer pelo menos dois gols de saldo sobre o Peru.
El fiasco
      Chamar de outra coisa que não seja fiasco o que a Argentina fez diante dos croatas seria mentir. Se no primeiro tempo o jogo ainda foi equilibrado - embora as melhores chances tenham sido croatas - no segundo tempo Modric colocou Messi no bolso. E Rakitic deixou Mesa e Mascherano se perguntando o que foram fazer na Rússia.
      Logo aos seis minutos, a pouca estrutura da Argentina desmoronou como uma camada de gelo descendo dos alpes. Gabriel Mercado recuou para Caballero. E o goleiro portenho oficializou a pixotada da Copa até o momento. Deu uma rosca na bola. Rebic, que estava na frente de Caballero, acertou um voleio de primeira e abriu o marcador. 
      Sabe a Lei de Murphy? Aquela que diz que quando a coisa está ruim vai piorar? Para os hermanos, piorou muito. Aos 35 minutos, Modric recebeu de Rakitic, deu um "um pra lá, dois pra cá" em cima da zaga argentina e bateu forte, de pé direito, no canto de Caballero. A Croácia fazia 2x0 e começou a tocar a bola. Otamendi poderia ser expulso aos 40, depois de cometer falta e chutar a bola em cima de Rakitic. Na cobrança, o meia do Barcelona acertou o travessão. Mas a vingança é um prato que se come frio. Aos 46, em contra-ataque fulminante, os croatas fizeram roda de bobinho entre os volantes e zagueiros argentinos. Até que Rakitic decidiu chutar a gol e marcar 3x0.
      Foi uma surra de relho. Os argentinos, vergados, estavam com a alma dolorida, o lombo inchado e humilhados. Não foi um 7x1 dentro de casa. Mas agora os hermanos sabem o que é ser humilhado em uma partida de Copa do Mundo, com o melhor jogador omisso e inerte e com uma zaga digna da segunda divisão do futebol italiano - que, aliás, nem foi à Copa. 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O dia "dos caras" na Copa

      O sétimo dia da Copa do Mundo 2018 marca a importância dos centroavantes. As figuras que são, via de regra, escaladas para definir as partidas, justificaram o rótulo neste dia 20 de junho. Cristiano Ronaldo, Suárez e Diego Costa fizeram gols. De cabeça, no oportunismo ou de canela. Não importa. O que interessa é a bola na rede. E todos deixaram suas marcas em território russo.
CR7 é o artilheiro da Copa (Divulgação FIFA)
      Começamos por Ronaldo. O CR7 reclamou mais que jogou, é verdade. Em um jogo onde o Marrocos dominou, perdeu algumas chances, e Portugal mais se preocupou em tocar a bola após marcar o gol cedo, foi o "gajo" quem decidiu. Recebeu cruzamento de Rafael Guerreiro, aos 4 minutos, e não perdoou. Mandou um testaço fora do alcance do goleiro marroquino El Kajoui. Aliás, vale destacar também a atuação do goleiro português Rui Patrício, que praticou ao menos três boas defesas. Mas... quem tem CR7 sabe que Ele é "o cara" da seleção lusitana.
Suárez marcou em três copas consecutivas (Divulgação FIFA)
     Passamos por Suárez. Ele briga muito em campo (e às vezes até dá uma mordida para marcar território). Aos 44 do segundo tempo ele discutiu com o árbitro por causa do local onde uma falta no campo de defesa da Arábia Saudita deveria ser cobrada. E não foi uma discussãozinha qualquer: com o dedo em riste, ele levava a chama charrua ao fundo da alma. Um centroavante clássico. Que fez o gol aos 22 minutos, após cobrança de escanteio e contando com uma senhora colaboração do goleiro árabe Al-Owais, que preferiu caçar borboletas imaginárias ao invés de cortar o cruzamento para a área. Daí a bola sobrou para Suárez, o "cara de esquilo", que se desvencilhou do marcador e empurrou para a rede com a perna esquerda. 
      Um típico gol de centroavante. Nato. Aliás, foi o centésimo jogo do atacante pela seleção uruguaia. E o 52 º gol - é o maior goleador da Celeste.
Diego Costa (de branco) pode se tornar o brasileiro com mais gols em Copas por uma seleção estrangeira (Divulgação FIFA)
      A história para Diego Costa é um pouco diferente. O grandalhão, nascido em Lagarto, no Sergipe, é outro tipo de 9. Não é apenas um trombador, um rompedor. Mas também sabe ter essas duas virtudes, fundamentais para um matador. Diego Costa sabe cabecear, driblar e chutar. Tem pontaria com ambos os pés. Mas hoje, contra o Irã, mostrou uma virtude que cabe apenas aos bons centroavantes: sorte. Marcou, de canela, aos nove minutos do segundo tempo, quando Rezaeian tentou afastar. A bola simplesmente ricocheteou na divisa entra a canela e a panturrilha do centroavante espanhol (quer dizer, brasileiro naturalizado espanhol) e foi em direção ao gol iraniano.        O Irã, diga-se de passagem, vendeu caro a derrota. Chegou a ter um gol anotado por Ezatolahi, após uma confusão na área, mas o VAR entrou em campo e anulou (bem, diga-se de passagem) por impedimento. E quase marou no fim da partida, após uma drible sensacional de Amiri em Piqué, com direito a uma passagem pelo meio das pernas do zagueiro do Barcelona, e um cruzamento perfeito na cabeça do centroavante iraniano Taremi. Mas, como ele não é um 9 definidor, a sorte não o ajudou e ele deu de cocuruto na bola, que mesmo assim passou perto do travessão de De Gea. 

terça-feira, 19 de junho de 2018

Rússia se classifica e despacha faraós para as pirâmides

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Cheryshev marcou mais um e assumiu artilharia da Copa junto com CR7 (Divulgação FIFA)
]      Em uma partida ruim no primeiro tempo e cheia de disposição no segundo, a Rússia bateu o Egito por 3x1 e se classificou para as oitavas-de-final da Copa 2018 já na segunda rodada. Os donos da casa já obtiveram a classificação por contarem com duas vitórias contra Arábia Saudita e Egito - e o confronto direto é o primeiro critério de desempate (embora muita gente não saiba disso). Nesta terça-feira (19), Uruguai e Arábia Saudita se enfrentam. Uma vitória uruguaia já define os classificados do Grupo A - faltando saber apenas em que posição os países se classificam.
      Na primeira etapa, os egípcios criaram as melhores chances. Enquanto os russos alçavam bolas para Dzyuba, do alto de seu 1,95m, os "faraós" tocavam melhor a bola. Trezeguet chutou para fora aos 15 minutos. quando a bola passou perto da trave. Aos 41 minutos, Salah aproveita um corta-luz de Marwan e chuta de pé esquerdo para fora. 
      No segundo tempo, nem deu tempo para o Egito respirar. Aos dois minutos, após bola alçada na área, Zobnin chutou mascado e Fathi, na tentativa de cortar, desviou para o fundo do gol de El Shennawy. Aos 13 minutos, os russos ampliaram. O brasileiro naturalizado Mario Fernandes (ex-Grêmio) foi ao fundo pelo lado direito e cruzou para Cheryshev, sozinho, marcar. Foi o terceiro gol do lateral-esquerdo na Copa - ele assume a artilharia da competição junto com o português Cristiano Ronaldo. 
      O gol atordoou ainda mais o Egito. Três minutos depois, Dzyuba recebeu lançamento, driblou o zagueiro e fez o terceiro. 
      O Egito foi para cima, completamente desorganizado. E mais uma vez o VAR (árbitro de vídeo) entrou em ação. Aos 35 minutos, Salah sofreu falta dentro da área, mas o árbitro Enrique Cáceres marcou falta fora da área. Alertado pelo VAR (mais uma vez com o argentino Mauro Vigliano, até agora o partícipe nos principais lances do sistema na Copa), Cáceres voltou atrás e marcou a penalidade, que Salah converteu. Mas os egípcios não tiveram força para reagir e a Rússia ainda levou perigo nos contra-ataques. 
      Na próxima rodada (dia 25), a última da chave, os russos enfrentam o Uruguai, em jogo para decisão do primeiro lugar do grupo. O Egito enfrenta a Arábia Saudita. 

RÚSSIA: Akinfeev; Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov (Kudriashov); Zobnin, Gazinsky, Samedov, Golovin e Cheryshev (Kuziaev); Dzyuba (Smolov). Técnico: Stanislav Tchertchesov

EGITO: El Shennawy; Fathi, Gabr, Hegazy e Abdel-Shafi; Elneny (Ramadan), Hamed, Salah, Abdalla e Trezeguet (Warda); Marwan (Kahraba). Técnico: Héctor Cúper.

Primeira rodada da Copa termina com quebra de tabus e curiosidades

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Cissé (de Senegal, com o indicador apontado) é o único técnico negro no continente africano (Divulgação FIFA)


     O jogo Polônia 1x2 Senegal marcou o fim da primeira rodada da Copa do Mundo. Todos os grupos já concluíram suas partidas. E há registros interessantes a fazer, estatísticas a apresentar. E, claro, curiosidades. Muitas bem interessantes.
      O Japão bateu a Colômbia por 2x1 e tornou-se o primeiro país asiático a vencer um sul-americano em Copas.
      Cristiano Ronaldo marcou três gols contra a Espanha. Foi o 51º "hat-trick" da história dos mundiais. E, por coincidência, a 51º vez que o português da Ilha da Madeira marca três vezes na mesma partida.
      A maior goleada da rodada foi Rússia 5x0 Arábia Saudita.
      Não houve 0x0 na primeira "ronda" da Copa. 
      Apenas Carlos Sanchéz (Colômbia) foi expulso. Mesmo assim, não por jogada violenta e sim por ter impedido o gol do japonês Kagawa colocando a mão na bola. Aliás, Sanchéz é o segundo jogador a ser expulso mais rápido em uma Copa. O outro também é sul-americano: Batista, do Uruguai, foi expulso na Copa de 1986 no México aos 49 segundos de jogo - contra a Escócia.
      O Brasil completou o terceiro jogo consecutivo sem vitória em Copas do Mundo - em 2014 levou os famosos 7x1 da Alemanha e 3x0 da Holanda. Agora, empatou em 1x1 com a Suíça. 
      A primeira rodada teve 38 gols em 16 jogos - média aproximada de 2,37 por jogo.
      Senegal foi a única seleção africana a estrear com vitória.
      Apenas duas seleções europeias foram derrotadas nos confrontos interconinentais: Alemanha (perdeu para o México por 1x0) e Polônia (levou 2x1 de Senegal). 
      Pela primeira vez houve utilização de árbitro de vídeo para definição de um lance. Aconteceu em França 2x1 Austrália, com definição de pênalti para os franceses - batido e convertido por Griezman. Depois, foram mais quatro vezes até o momento.
      O argentino Mauro Vigliano foi o árbitro de vídeo mais participativo da primeira rodada da Copa. Ele indicou os lances em França x Austrália e entre Suécia x Coréia do Sul.
      Desde 1974 as seleções sul-americanas não estreavam de maneira tão pífia na Copa. Apenas o Uruguai venceu. Brasil e Argentina empataram suas partidas, enquanto Peru e Colômbia foram derrotados. 
      Zebra, mesmo, na primeira rodada, foi a derrota da campeã mundial Alemanha para o México por 1x0.
      Dois pênaltis foram perdidos na primeira rodada da Copa. E justamente por sul-americanos: Messi contra a Islândia e Cueva (Peru) contra a Dinamarca.
      Uma nuvem de mosquitos quase paralisou a partida entre Inglaterra e Tunísia em Volvogrado. Os atletas ingleses foram os mais "atingidos" e precisaram utilizar repelentes para espantar os insetos.
      Uma das curiosidades da partida entre França x Austrália não se limitou ao árbitro de vídeo. Aos 27 minutos do primeiro tempo, numa dividida entre o francês Kanté e o australiano Aziz Behich, a bola simplesmente estourou. O australiano foi tentar sair jogando e parecia chutar uma sacola de plástico. O árbitro uruguaio Andres Cunha deu bola ao chão e os franceses devolveram a posse à Austrália