sexta-feira, 26 de julho de 2024

Música, Minions, Monalisa no Rio Sena, Diversidade e espetáculo de Celine Dion: a cerimônia de abertura diferenciada em Paris 2024

 






Fotos: Reprodução X


   Está aberta oficialmente a Olimpíada de Paris 2024. Em uma cermônia de abertura marcada pela valorização da história e cultura francesa, mas também pela importância da diversidade, a 31ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna começou nesta sexta-feira (26).

   Afora o tradicional desfile das delegações, o acendimento da Pira Olímpica (feito pelo judoca Thedy Riner e pela ex-velocista Marie-José Perec), alguns fatos chamaram atenção. A própria cerimônia, pela primeira vez realizada fora de um estádio olímpíco, feita às margens - e dentro - do Rio Sena. 

   Além da devoção ao esporte, a abertura foi marcada também por fatos que marcam a cultura francesa. Não faltou a referência ao "Corcunda de Notre Dame", ao Museu do Louvre e até uma situação inusitada: a participação dos personagens de animação "Minions", que tentaram "furtar" o quadro da Monalisa, de dentro do Louvre. De forma surpreendente, o quadro famoso pintado por Leonardo da Vinci apareceu boiando no Sena, para um "oooooooó" do público.

   Mas não foi apenas isso a parte surpreendente da festa. Um desfile de moda, realizado por novos expoentes do mundo fashion francês, chamou atenção para a diversidade. Modelos LGBTQIA+, artistas militantes do movimento e ícones da cultura local participaram da programação. Outro destaque foi a apresentação de Lady Gaga. A artista interpretou Mon Truc en Plumes - e não decepcionou cantando em francês. 

   No entanto, um dos momentos mais atrativos foi no desfile das delegações. Isso porque as comitivas vieram em barcos pelo Rio Sena. Só que acompanhados de uma trilha sonora diferente: os ritmos de Eurohits - que dominou as pistas de dança em vários países, inclusive no Brasil, nos anos 70, 80 e 90. E o público aprovou - com dezenas de comentários positivos nas redes sociais.  

   A chave de ouro foi a canção de encerramento. Mesmo como problemas graves de saúde, que impedem o prosseguimento de sua carreira, e com a orientação médica de não participar por conta da chuva, a cantora Celine Dion interpretou "L'hymne a l'amour", arrancando lágrimas da platéria. A própria cantora se emocionou ao final da interpretação.






quinta-feira, 25 de julho de 2024

Com direito a "eu te amo Marta", Brasil bate Nigéria e estreia bem no futebol feminino

 


   Não foi uma partida empolgante, com uma grande exibição. Mas, ao menos, o Brasil fez o resultado que precisava: bateu a Nigéria por 1x0 na estreia do futebol feminino pelos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O gol foi marcado pela atacante Gabi Nunes, no primeiro tempo. O curioso é que um minuto antes o Brasil havia feito um gol, com Marta, que foi anulado pelo VAR.

   Na outra partida do Grupo C, a Espanha bateu o Japão por 2x1 e lidera a chave - pelo critério do número de gols marcados. Na próxima rodada, no dia 28 (domingo) contra o Japão, às 12h (pelo horário de Brasília).

   O fato curioso da partida foi registrado pela transmissão da televisão aos 16 minutos do segundo tempo. Enquanto o jogo estava parado para que a seleção brasileira cobrasse uma falta, um torcedor disparou um grito "Eu te amo, Marta!". O público aplaudiu e algumas jogadoras brasileiras não esconderam o sorriso. Só não se sabe a reação da "Rainha", porque as câmeras não a flagraram no momento da situação inusitada. 

Handebol feminino dá "olé" na Espanha e estreia bem em Paris 2024

 

Reprodução X


   Não poderia ter sido melhor. O Brasil venceu a Espanha por 29 x 18 na estreia do Handebol Feminino nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A partida foi válida pelo Grupo B da competição. As brazucas não venciam as espanholas há 10 anos em competições oficiais - duas delas, nas olimpíadas do Rio (2016) e Tóquio (2020, disputada em 2021).

   Com uma ataque envolvendo e uma grande atuação da goleira Gabi Moreschi, autora de várias defesas difíceis durante os dois tempos da partida, a seleção esteve a frente do placar na maior parte da partida. As defesas de Gabi foram tão impressionantes que até a torcida espanhola aplaudiu a goleira - em uma delas, após um arremesso, a arqueira defendeu com uma das mãos e manteve a bola agarrada, algo raro de acontecer em partidas de handebol de alto nível.

   Na próxima rodada, a Seleção tem uma parada duríssima: enfrenta a Hungria, uma das equipes favoritas ao pódio. A partida acontece neste domingo (28), às 4h, pelo Horário de Brasília


Tiro com arco do Brasil não sai pela culatra na estreia em Paris 2024

Reprodução X

   

   Os Jogos Olímpicos de Paris começaram para o Brasil. Na madrugada desta quinta-feira, pelo horário de Brasília, a etapa classificatória do tiro com arco contou com a participação dos primeiros brazucas na terra do croissant. E ambos foram muito bem. 

   Na prova de tiro com arco Ana Luiza Caetano ficou em 19º lugar entre as 64 participantes. Ela fez a melhor marca da carreira, com 660 pontos. Agora, na fase eliminatória, Ana Luíza enfrenta a eslovena Zana Pintaric, que ficou em 46º lugar.

   No masculino, Marcos D'Almeida, primeiro colocado no ranking mundial, ainda está competindo neste momento. Após três rodadas, ele ocupa a 20ª posição na etapa de ranqueamento. O "mata-mata" do tiro com arco masculino também será realizado no dia 30.

  

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Argentina e Marrocos protagonizam uma das maiores confusões da história olímpica na abertura do futebol masculino em Paris 2024

Reprodução


   Não se pode dizer que a partida não foi emocionante. Mas, dentro das circunstâncias, poderia ter sido de outra forma. Argentina e Marrocos fizeram um duelo pelo futebol masculino que se destacou pela qualidade dentro de campo e pelas confusões fora dele. Depois de uma interrupção igual ao tempo da partida (90 minutos), os marroquinos saíram vitoriosos após o gol de empate portenho ser anulado, mesmo após as equipes terem saído de campo.

   No jogo, Rahimi fez os dois gols marroquinos - um no primeiro tempo e outro no início da segunda etapa. Simeone diminuiu aos 22 minutos do segundo tempo e a Argentina foi para cima. A partir daí, a confusão começou. O árbitro sueco Glenn Nyberg deu 15 minutos de acréscimos no final do jogo - para protestos da torcida e seleção do Marrocos. No último lance da prorrogação, Medina empatou a partida após uma pressão argentina, onde três bolas foram, consecutivamente, no travessão do goleiro Munir. 

   O jogo teria sido encerrado, mas... não foi o que aconteceu. Torcedores marroquinos invadiram o campo e os argentinos correram para o vestiário. Até uma bomba de efeito moral foi jogada sobre os atletas. O mais incrível ainda estava por vir: Uma hora e meia após o encerramento, a comissão organizadora do Futebol na Olimpíada verificou que o atleta argentino Medina, que havia feito o gol de empate no último lance da partida, estava impedido. 

   Houve uma determinação para que as equipes voltassem a campo e o árbitro sueco verificasse o lance no VAR - e Medina estava realmente impedido. Nyberg anulou o gol, concedeu um prazo de 10 minutos para que as equipes aquecessem e determinou mais três minutos de partida - tempo insuficiente para os hermanos buscarem o empate. Detalhe é que até o site oficial de Paris 2024 havia declarado o resultado final em 2x2. Os minutos restantes foram disputados com estádio vazio, em Saint-Ettiene. 


terça-feira, 23 de julho de 2024

Com hérnia de disco, Darlan Romani está fora de Paris 2024

 

Foto: Divulgação - Confederação Brasileira de Atletismo


   Uma notícia chocante para o esporte brasileiro foi confirmada nesta terça-feira (24). Um dos principais nomes na prova de arremesso de peso no mundo, o brasileiro Darlan Romani está fora dos Jogos Olímpicos de Paris. O motivo é uma hérnia de disco.

   No fim de junho, após competir no Troféu Brasil, em São Paulo, Darlan seguiu para um camping de treinamento na Espanha. Ao retornar ao Brasil, no dia 19 de julho, ele começou a sentir fortes dores. O tratamento médico e a fisioterapia não foram suficientes para sua recuperação.

   A assessoria de Darlan Romani informou, nesta terça-feira (23), que o atleta está sentindo fortes dores e não consegue andar. A recomendação médica é para que ele não participe das Olimpíadas e se concentre em sua recuperação. O atleta ainda não havia viajado à França.

   O médico da delegação brasileira, André Guerreiro, informou que a hérnia se desenvolveu nas vértebras L4 e L5, na região lombar. Romani já havia realizado uma cirurgia no local há três anos e meio, antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (disputados em 2021 por conta da pandemia de Covid-19).

   O arremessador de disco brasileiro tem títulos como o bicampeonato panamericano (2019 em Lima e 2023 em Santiago), o campeonato mundial indoor em 2022, além de ter ficado em 4° lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio  e no Mundial de Atletismo, em Doha (Catar), em 2019.

domingo, 21 de julho de 2024

Especial: os bageenses que já disputaram os Jogos Olímpicos

   A partir do dia 26 de julho, a cerimônia de abertura da Olimpíada de Paris vai celebrar o esporte como fator de congraçamento entre as nações. As disputas não serão por territórios ou poder, mas pela competitividade, visando a conhecer os melhores esportistas do planeta. Apenas duas bageenses já sentiram o gostinho de disputar os Jogos - ambas neste século XXI. E um bageense "por adoção" também integrou o seleto grupo de nascidos ou "crescidos" na Rainha da Fronteira a participar do maior evento esportivo do mundo (calma, antes que alguém pergunte: os bageenses que participaram - e vão participar - das paralimpíadas terão um capítulo a parte).

   Confira a relação:


Mariana Martins - a primeira judoca gaúcha e primeira bageense a competir em uma Olimpíada
Foto: Reprodução


Reprodução Jornal Minuano - 15 de setembro de 2000 (acervo Museu Dom Diogo de Souza)


   Ela nasceu em Bagé, em 1983, mas ficou pouco tempo morando aqui. Ainda pequena, foi para Porto Alegre - embora parte da família permanecesse na Rainha da Fronteira. Aos seis anos, iniciou a prática do judô no Lindóia Tênis Clube, na capital. Pouco tempo depois, passou a competir e a se destacar em torneios pelo Brasil. Até que mudou de clube - foi para a Sogipa - onde se tornou uma das principais judocas do país. 

   Mariana disputou a seletiva e carimbou o passaporte para os Jogos Olímpicos de Sydney (Austrália), no ano 2000, aos 17 anos. Ela foi a primeira mulher gaúcha a lutar na modalidade em uma Olimpíada. Mesmo tendo sido eliminada na primeira luta (perdeu para alemã Anna-Maria Grandante, por um koka, em sua primeira luta na categoria ligeiro (até 48 kg), a bageense fez história. Atualmente, Mariana é fisioterapeuta e tem sua jornada profissional ligada à área esportiva. 


Daiane Bagé - a medalhista e a que mais participou dos Jogos
Foto: Divulgação CBF


   Daiane Menezes Rodrigues, ou a "Bagé", como ficou conhecida, é a atleta bageense que mais participou de olimpíadas: em Pequim (2008) e Londres (2012). Daiane conquistou a prata com a seleção feminina de futebol, nos jogos em solo chinês. 

   A carreira da bageense é repleta de conquistas. Pela Seleção Brasileira, foi medalha de ouro nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro (2007) e vice-campeã da Copa do Mundo na China (2007). Em clubes, sua passagem mais marcante foi pelo São José - SP, onde conquistou a Libertadores da América em 2011, 2013 e 2014. Foi campeã mundial interclubes em 2014. 



André Luís, a "cria" do Guarany
Foto: Reprodução Santos F.C.


   Ele não é bageense de nascimento, mas adotou a cidade onde mantém vínculos até hoje. O zagueiro André Luís Garcia começou sua trajetória profissional no Guarany Futebol Clube. Nascido em Porto Alegre, veio para Bagé ainda criança e aqui ficou até sair da base alvirrubra para o Santos. As boas atuações na Vila Belmiro o levaram à disputa dos Jogos de Sydney, no ano 2000.

   André Luís participou da equipe que foi eliminada por Camarões (que acabou ficando com o ouro) nas quartas-de-final do torneio de futebol masculino. Em clubes, o zagueiro teve uma carreira vitoriosa, atuando, além do Santos, em clubes como Benfica, Olympique de Marselha, Fluminense e São Paulo. Conquistou dois Brasileirões (2002 e 2004), ambos pelo Santos.